Abics: exportações de café solúvel do Brasil aumentam 7,3%
Paulo André Kawasaki • 30 de setembro de 2020
BAND destaca - Na contramão de muitos setores que têm encontrado dificuldade por causa da pandemia de covid-19 e das incertezas da economia, ABICS informa que vendas de café solúvel registram bom desempenho. Entenda: https://bit.ly/2Xait0r.

Leiloado por US$ 200 a libra-peso, cerca de US$ 26,5 mil (R$ 134,6 mil) por saca, lote de um geisha natural produzido por Luiz Paulo Dias Pereira Filho alcança o maior valor pago por um café brasileiro em pregões da Alliance for Coffee Excellence Um café geisha natural, produzido por Luiz Paulo Dias Pereira Filho na Fazenda Santuário Sul, em Carmo de Minas (MG), alcançou, hoje, 16 de outubro, o maior preço pago a um lote brasileiro em leilões da Alliance for Coffee Excellence (ACE) na história: US$ 200 por libra-peso, o que equivale a US$ 26.456, ou *R$ 134.581,67 , por saca de 60 kg. O valor foi pago pela empresa japonesa Snow Beans Coffee durante um pregão híbrido (presencial e pela internet) realizado pela entidade durante a SCAJ 2026 - World Specialty Coffee Conference and Exhibition , organizada pela Associação de Cafés Especiais do Japão, em Tóquio. "Hoje é um dia muito especial aqui no Japão, que evidencia o potencial do cafeicultor brasileiro. Vendermos por US$ 200 a libra mostra que todo o trabalho feito pelo produtor é reconhecido globalmente e também coloca o Brasil na primeira prateleira da qualidade do setor de café especial no mundo. Quero parabenizar e agradecer a Associação Brasileira de Cafés Especiais ( BSCA ) que muito nos apoiou nesse evento e ao longo da história do Cup of Excellence ", celebra.

Cooperativa do Cerrado Mineiro recebeu o standard “Ouro” na categoria “Integração de ESG na Cadeia de Suprimentos”, que valoriza iniciativas que promovem sustentabilidade da produção à entrega; Honraria reconhece projetos sustentáveis da Expocacer na cafeicultura, como Protocolo ECO® e o ineditismo como primeira cooperativa no mundo a possuir o selo de Certificação em Cafeicultura Regenerativa e apoiar produtores no mercado de carbono

Lenda do café especial, Luiz Paulo investe em espécie rara, comparada ao Romanée Conti do vinho, que é vendida a R$ 90 mil a saca de 60 kg A história da cafeicultura brasileira é marcada por vanguarda, protagonismo e ditar tendências. O cenário se repete, agora, através da iniciativa de Luiz Paulo Dias Pereira Filho – considerado a primeira lenda do café especial do Brasil, com reconhecimento da Associação Brasileira de Cafés Especiais do Brasil (BSCA), e uma das seis em todo o mundo pela Alliance for Coffee Excellence (ACE), que surpreende novamente ao investir no cultivo comercial de uma espécie rara, comparada ao Romanée-Conti dos vinhos, que tem sua saca de 60 kg vendida por R$ 90 mil. “O Brasil está assumindo a bandeira da espécie eugenioides – Coffea eugenioides –, extremamente rara e, até então, sem foco comercial. Não há cinco propriedades no planeta que cultivam esse café, pois demanda um trabalho minucioso e sua produtividade é de duas sacas por hectare. Contudo, a característica da bebida que gera a torna um verdadeiro diamante lapidado e atrai um interesse voraz dos compradores ao redor do mundo”, revela Luiz Paulo. Ele conta que iniciou o primeiro plantio há 10 anos e foi realizando experimentos no mercado ao longo desse período. Conhecendo uma demanda sedenta pelo produto e mais seguro para a comercialização, hoje a lenda do café cultiva cinco hectares com a espécie e terá uma produção de 10 sacas neste ano. “Após os experimentos, comercialmente coloquei esses cafés no mercado há três anos e foi espantosa a procura. A um preço fixo de R$ 90 mil por saca, tenho vendido a produção a importadores de Taiwan, Dubai, Arábia Saudita e o interesse só cresce... É uma disputa incessante, na base do ‘quer comprar, compra, senão sai da frente’”, comenta. Luiz Paulo entende que esse interesse se dá pela raridade da espécie eugenioides e pelo tipo de bebida que a espécie proporciona, com baixo teor de cafeína, muito adocicada e com paladar cítrico. Um estudo realizado pelo Instituto Agronômico (IAC) no âmbito do Consórcio Pesquisa Café publicado na “BMC Plant Biology”, por exemplo, “verificou que boa parte dos genes expressos na espécie de café arábica – que é uma das mais cultivadas e com melhor qualidade de bebida – parece ser proveniente de Coffea eugenioides (...) As pesquisas inéditas identificaram genes potenciais responsáveis pela qualidade do café e comprovaram também que a melhor qualidade do arábica se dá pela maior expressão de genes da produção de açúcares encontrados em seu material genético ( Coffea eugenioides )”. De acordo com Luiz Paulo, esses atributos fazem dessa espécie de café um diamante a ser lapidado e ele empunhou a bandeira de o lapidar. O produtor conta que seus clientes em diversas partes do mundo estão surpresos que tenha tomado essa frente, pois ninguém teve coragem até então. “Vamos colocar o Brasil no topo do mercado de luxo do café, trazendo mais holofotes ao país, que ganhará com essa bandeira dos eugenioides sem concorrentes no processo. Para se ter ideia, posso adiantar que um cliente de Paris, na França, que quer conquistar a terceira estrela Michelin para seu restaurante, procurou-me para comprar esses meus cafés desta safra”, afirma. A lenda do café especial cultiva a espécie na Fazenda Rarus, em Carmo de Minas (MG), como parte de seu “Projeto Rarus”. Conforme ele, o objetivo é transformar o Brasil no país do eugenioides e mostrar ao mundo que a nação tem condições para isso. “Não estamos falando de um café de concurso, pois não estamos vendendo ‘o prêmio’ a preços elevados, mas sim do café em si, que comercializamos por esses R$ 90 mil a preço fixo. Nessa década de experimentos, tudo que produzi o mercado consumiu, portanto, desbravamos esse caminho e agora é a hora de explorá-lo e colhermos os frutos”, conclui.

Diferente dos cafés em grão, torrado e torrado e moído, produto solúvel não foi beneficiado. Setor segue buscando isenção em três frentes, conforme explica a Abics em entrevista ao Jornal Hoje: junto aos governos de EUA e Brasil e aos parceiros da indústria americana. Confira: https://g1.globo.com/jornal-hoje/video/tarifaco-ainda-atinge-22-dos-exportadores-14150439.ghtml .







