“Escola modelo” oferece cafés especiais de graça a consumidores

Paulo André • 30 de setembro de 2026
Sem limitar quantidade ou variedade ao público, objetivo é fomentar o consumo do produto e aproximar os consumidores dos melhores cafés do Brasil cultivados a cada safra

Aproximar os consumidores brasileiros de micro e nanolotes dos melhores e mais raros cafés especiais produzidos a cada safra. Esse é o objetivo da loja do empresário Luiz Paulo Dias Pereira Filho, que oferece, em formato de “escola modelo”, o produto, sem limite de quantidade ou variedade, de forma totalmente gratuita aos frequentadores do espaço, no município de São Lourenço, em Minas Gerais.


E a iniciativa será expandida, com negociações avançadas para a instalação da primeira loja em São Paulo (SP) ainda em 2026. “É muito relevante para quem trabalha com cafés especiais, cafés raros, aproximar os consumidores desses produtos, permitir que eles conheçam essas joias em forma de café. A iniciativa atrai dezenas de consumidores ao dia em São Lourenço e levaremos essa possibilidade agora para o público da capital paulista”, revela.


Questionado se essa inovadora ação traz prejuízo, o empresário explica que o lucro vem por meio de resultados que essa degustação gratuita possibilita, como adaptar mais pessoas ao universo dos cafés especiais.


“Quero minhas lojas cheias, todos os dias, com pessoas bebendo cafés especiais de graça. Isso fará com que um público cada vez maior conheça esses lotes raros e se interesse por eles, o que, por consequência, aumentará a busca por esses cafés diferenciados, uma vez que essas pessoas também desejarão consumir esse produto de excelência nos lares ou mesmo presentear amigos. É aí que entra o foco comercial, com elas adquirindo os cafés diretamente na loja para levar para casa”, explica.


Reconhecido pela Alliance for Coffee Excellence (ACE) como a primeira lenda mundial do café especial do Brasil, Luiz Paulo tem um histórico de inovações na cafeicultura e contribuições à comunidade cafeeira. Ele é o primeiro produtor brasileiro a investir no desafiante cultivo da raríssima espécie eugenioides – Coffea eugenioides –, que rende duas sacas de 60 kg por hectare. Atualmente, ele colhe 10 sacas ao ano e vem negociando cada uma por US$ 20 mil, a cada safra, com clientes de Espanha, Dubai, Itália, Arábia Saudita, Taiwan e França, por exemplo.


Luiz Paulo também inovou ao realizar dois leilões, em uma de suas redes sociais, de cafés exclusivos do projeto “Rarus”, que ele cultiva em sua fazenda homônima, em Carmo de Minas (MG). Em 1º de maio, ele vendeu um microlote de 70 gramas de café arábica especial, da variedade geisha, por R$ 3.000. Uma semana após, no dia 8, ele comercializou um microlote de 100 gramas, também da variedade geisha, fermentado por sete dias a frio, por R$ 10 mil.


Ainda neste ano, um dos raros cafés produzidos por ele foi utilizado pela barista Amanda Albuquerque no Campeonato Brasileiro de Coffee in Good Spirits (CIGS), realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) no Espaço de Eventos do Mercado Municipal Paulistano, o Mercadão, em São Paulo (SP).


Na competição que avalia a habilidade de mixologistas dos baristas no preparo de drinks alcoólicos tendo o café especial como base, Amanda foi a primeira mulher a se sagrar campeã e o café de Luiz Paulo recebeu o troféu de “Café Especial das Competições”, que é um reconhecimento concedido pela BSCA aos cafés que contribuem para o título dos competidores.


“Procuro inovações constantemente, estudando o que acontece de melhor no mundo e garimpando cafés que sejam verdadeiras joias. Minha ideia é desmistificar a produção do café de luxo, como um ‘coffee maker’, e mostrar ao mundo que o Brasil está na vanguarda desse mercado. Agora, através das lojas que ampliaremos ao longo dos próximos anos pelo Brasil, quero permitir que os consumidores brasileiros conheçam e possam se deliciar com essas obras-primas”, conclui.


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Lenda do café especial, Luiz Paulo investe em espécie rara, comparada ao Romanée Conti do vinho, que é vendida a R$ 90 mil a saca de 60 kg A história da cafeicultura brasileira é marcada por vanguarda, protagonismo e ditar tendências. O cenário se repete, agora, através da iniciativa de Luiz Paulo Dias Pereira Filho – considerado a primeira lenda do café especial do Brasil, com reconhecimento da Associação Brasileira de Cafés Especiais do Brasil (BSCA), e uma das seis em todo o mundo pela Alliance for Coffee Excellence (ACE), que surpreende novamente ao investir no cultivo comercial de uma espécie rara, comparada ao Romanée-Conti dos vinhos, que tem sua saca de 60 kg vendida por R$ 90 mil. “O Brasil está assumindo a bandeira da espécie eugenioides – Coffea eugenioides –, extremamente rara e, até então, sem foco comercial. Não há cinco propriedades no planeta que cultivam esse café, pois demanda um trabalho minucioso e sua produtividade é de duas sacas por hectare. Contudo, a característica da bebida que gera a torna um verdadeiro diamante lapidado e atrai um interesse voraz dos compradores ao redor do mundo”, revela Luiz Paulo. Ele conta que iniciou o primeiro plantio há 10 anos e foi realizando experimentos no mercado ao longo desse período. Conhecendo uma demanda sedenta pelo produto e mais seguro para a comercialização, hoje a lenda do café cultiva cinco hectares com a espécie e terá uma produção de 10 sacas neste ano. “Após os experimentos, comercialmente coloquei esses cafés no mercado há três anos e foi espantosa a procura. A um preço fixo de R$ 90 mil por saca, tenho vendido a produção a importadores de Taiwan, Dubai, Arábia Saudita e o interesse só cresce... É uma disputa incessante, na base do ‘quer comprar, compra, senão sai da frente’”, comenta. Luiz Paulo entende que esse interesse se dá pela raridade da espécie eugenioides e pelo tipo de bebida que a espécie proporciona, com baixo teor de cafeína, muito adocicada e com paladar cítrico. Um estudo realizado pelo Instituto Agronômico (IAC) no âmbito do Consórcio Pesquisa Café publicado na “BMC Plant Biology”, por exemplo, “verificou que boa parte dos genes expressos na espécie de café arábica – que é uma das mais cultivadas e com melhor qualidade de bebida – parece ser proveniente de Coffea eugenioides (...) As pesquisas inéditas identificaram genes potenciais responsáveis pela qualidade do café e comprovaram também que a melhor qualidade do arábica se dá pela maior expressão de genes da produção de açúcares encontrados em seu material genético ( Coffea eugenioides )”. De acordo com Luiz Paulo, esses atributos fazem dessa espécie de café um diamante a ser lapidado e ele empunhou a bandeira de o lapidar. O produtor conta que seus clientes em diversas partes do mundo estão surpresos que tenha tomado essa frente, pois ninguém teve coragem até então. “Vamos colocar o Brasil no topo do mercado de luxo do café, trazendo mais holofotes ao país, que ganhará com essa bandeira dos eugenioides sem concorrentes no processo. Para se ter ideia, posso adiantar que um cliente de Paris, na França, que quer conquistar a terceira estrela Michelin para seu restaurante, procurou-me para comprar esses meus cafés desta safra”, afirma. A lenda do café especial cultiva a espécie na Fazenda Rarus, em Carmo de Minas (MG), como parte de seu “Projeto Rarus”. Conforme ele, o objetivo é transformar o Brasil no país do eugenioides e mostrar ao mundo que a nação tem condições para isso. “Não estamos falando de um café de concurso, pois não estamos vendendo ‘o prêmio’ a preços elevados, mas sim do café em si, que comercializamos por esses R$ 90 mil a preço fixo. Nessa década de experimentos, tudo que produzi o mercado consumiu, portanto, desbravamos esse caminho e agora é a hora de explorá-lo e colhermos os frutos”, conclui.
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Diferente dos cafés em grão, torrado e torrado e moído, produto solúvel não foi beneficiado. Setor segue buscando isenção em três frentes, conforme explica a Abics em entrevista ao Jornal Hoje: junto aos governos de EUA e Brasil e aos parceiros da indústria americana. Confira: https://g1.globo.com/jornal-hoje/video/tarifaco-ainda-atinge-22-dos-exportadores-14150439.ghtml .
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Luiz Paulo Dias Pereira Filho recebeu o título da ACE, é um dos seis produtores no mundo a terem a honraria e será homenageado na cerimônia de premiação do Cup of Excellence, em São Paulo (SP), no dia 1º de novembro A Alliance for Coffee Excellence (ACE) elegeu as seis primeiras lendas do café especial no mundo e uma delas é do Brasil: Luiz Paulo Dias Pereira Filho. Com a honraria, ele se torna “hors-concours” do Cup of Excellence, principal concurso global de qualidade do setor, que, neste ano, terá seu resultado revelado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) no dia 1º de novembro, a partir das 9h30, no Diamond House, em São Paulo (SP), quando o brasileiro será homenageado. O título “Lendas da Excelência” foi criado neste ano e é concedido a produtores de café que cultivam, consistentemente, qualidade excepcional, com inovação e dedicação, conquistando, ao longo dos anos, diversos prêmios Cup of Excellence, competição criada em 1999, no Brasil, e que, atualmente, tem os direitos de realização no mundo concedidos à ACE. Em comunicado, a entidade internacional aponta que a homenagem concedida a esses produtores se dá não apenas pelos cafés extraordinários que produzem, mas pelo comprometimento que possuem em promover uma indústria de café mais justa e sustentável em todo o mundo. “Além de produzir café de classe mundial, as ‘Lendas da Excelência’ também são líderes em suas comunidades. Cada um desses produtores causou um impacto duradouro ao investir em programas sociais que elevam a cultura de outros produtores, trabalhadores e comunidades locais. Seja por meio de iniciativas educacionais, projetos de sustentabilidade ou programas de mentoria que orientam a próxima geração de cafeicultores, essas lendas não estão apenas moldando o futuro do café, mas também fortalecendo as comunidades que o tornam possível”, enaltece a ACE. Natural de Carmo de Minas (MG), Luiz Paulo é o primogênito de quatro irmãos de uma tradicional família produtora de café na região da Mantiqueira, a qual, inclusive, é detentora da maior nota na história do Cup of Excellence no Brasil: 95,85 pontos com o café produzido por Francisco Isidro Pereira, em 2005. “Essa honraria, que me deixa muito orgulhoso, prova que o Brasil é referência em café especial, muito além de ser apenas em café. Temos uma história linda com a cafeicultura em quase três séculos, com constantes investimentos e inovações tecnológicas, extremo respeito aos recursos naturais, ao meio ambiente e às pessoas de nossas comunidades, com as quais temos compromisso em sempre prover melhorias, visando vida digna a todos”, comenta Luiz Paulo. Ele recorda que a aquisição de conhecimento, em diversas viagens pelo mundo e em intercâmbios com atores da cafeicultura de outros países produtores, é um diferencial que adquiriu para contribuir com a comunidade brasileira do café especial. “Temos relacionamento com cafeicultores de praticamente todos os países produtores, além de buscarmos conhecimento constante com nossos principais compradores. Fui 35 vezes somente ao Japão, por exemplo. Visitamos todas essas nações, descobrimos novas formas de cultivo, tendências de consumo e trazemos essa experiência aos cafés especiais do Brasil. Através desse trabalho, que também é realizado por centenas de atores do setor, podemos afirmar que nosso país, sim, está inserido em posição de destaque no cenário global do café especial”, assegura. Além de Luiz Paulo, que já esteve 23 vezes entre os vencedores do Cup of Excellence e também traz em seu currículo o fato de ter sido o presidente mais jovem na história da BSCA, aos 30 anos, em 2011 – sendo reeleito dois anos depois –, as outras lendas do café especial no mundo são: Benjamin Paz, de Honduras (cinco vezes); Juan Diego De La Cerda, da Guatemala (13 vezes); Ernesto Menéndez, de El Salvador (cinco vezes); Manuel Antônio "Toño" Barrantes, de Costa Rica (10 vezes); e Olman Valladarez, da Nicarágua (14 vezes). Mais informações à imprensa Agência P1 (61) 98114-6632 / pauloandre@agenciap1.com.br
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