R$ 10 mil pagos por 100g resultam na xícara de café mais cara do Brasil

Paulo André • 8 de maio de 2026
Valor superior a R$ 1.400 por uma dose de 200 ml da bebida coloca café brasileiro em níveis de preço similares aos dos melhores vinhos do mundo

A cena da cafeicultura de luxo escreveu uma nova página no Brasil nesta sexta-feira, 8 de maio. Um microlote com avaliação sensorial de *92 pontos, composto por 100 gramas de café arábica da variedade geisha, selecionado manualmente, fermentado por sete dias a frio e processado pelo produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho, na Fazenda Rarus, em Carmo de Minas (MG), foi comprado por R$ 10 mil, de forma conjunta pela exportadora Coffee Senses e pela corretora Tribo da Cafeína, em leilão de 24 horas realizado nas redes sociais.


"Como exportadora de cafés especiais do Brasil, valorizamos muito os nossos cafés e acho extremamente importante que a gente promova trabalhos como o do Luiz Paulo, de sempre buscar pela xícara perfeita! A dedicação, o trabalho e a vontade dele deveriam ser fonte de inspiração para todos nós", destaca a diretora Comercial da Coffee Senses, Ana Flávia Fernandes, que adquiriu 50% do produto.


Para o sócio e cofundador da Tribo da Cafeína, Fábio Ruellas, arrematar metade desse lote raro é motivo de grande satisfação. "Sempre buscamos cafés que tragam algo além do comum, raros, de altíssima pontuação, com identidade, complexidade e personalidade, de diferentes variedades e diferentes espécies... e os cafés que o Luiz Paulo vem produzindo entram exatamente nessa categoria", revela.


Ele também enaltece o trabalho e a consistência do cafeicultor em produzir cafés excepcionais, safra após safra. "É muito especial poder provar cafés desse nível, que não deixam absolutamente nada a desejar a nenhum outro grande café do mundo. Pelo contrário, são cafés que mostram a força, a sofisticação e o potencial extraordinário que o Brasil tem na produção de grãos especiais", completa.

Eleito a primeira lenda mundial do café especial do Brasil, com reconhecimento da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e da Alliance for Coffee Excellence (ACE) – https://allianceforcoffeeexcellence.org/legends/ –, Luiz Paulo é incansável desbravador e garimpador de cafés que costuma classificar como verdadeiros diamantes.


"Mantenho minha ideia de ser um 'coffee maker', assim como existem os winemakers para o vinho. Para comprovar o potencial do Brasil na produção de cafés especialíssimos, pretendo cultivar, colher e processar micro e nanolotes de cafés cada vez mais raros, através do ‘Projeto Rarus’, para esse público de consumidores que se mostra crescente e também cada vez mais interessado por produtos com essas excelência, elegância e qualidade”, explica.


Os 100 gramas desse café permitem o preparo de aproximadamente 1,4 litro da bebida, gerando até sete xícaras de 200 ml. Ou seja, os R$ 10 mil pagos pelo produto equivalem a mais de R$ 1.400 por cada xícara.


"Certamente esse é um preço recorde pago por uma xícara de café no Brasil, quiçá globalmente, e ele alça o patamar dos cafés de luxo brasileiros a níveis similares de valores pagos pelos melhores vinhos do mundo", celebra Luiz Paulo.


* Escala de zero a 100 pontos de avaliação sensorial da Specialty Coffee Association (SCA).

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Edição especial, com 70 gramas de um café geisha de assinatura, do produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho, foi adquirida por R$ 3.000; leilão foi realizado em rede social e resultado aponta o potencial do mercado de luxo para cafés de assinatura
Por Paulo André 25 de março de 2026
Lenda do café especial, Luiz Paulo investe em espécie rara, comparada ao Romanée Conti do vinho, que é vendida a R$ 90 mil a saca de 60 kg A história da cafeicultura brasileira é marcada por vanguarda, protagonismo e ditar tendências. O cenário se repete, agora, através da iniciativa de Luiz Paulo Dias Pereira Filho – considerado a primeira lenda do café especial do Brasil, com reconhecimento da Associação Brasileira de Cafés Especiais do Brasil (BSCA), e uma das seis em todo o mundo pela Alliance for Coffee Excellence (ACE), que surpreende novamente ao investir no cultivo comercial de uma espécie rara, comparada ao Romanée-Conti dos vinhos, que tem sua saca de 60 kg vendida por R$ 90 mil. “O Brasil está assumindo a bandeira da espécie eugenioides – Coffea eugenioides –, extremamente rara e, até então, sem foco comercial. Não há cinco propriedades no planeta que cultivam esse café, pois demanda um trabalho minucioso e sua produtividade é de duas sacas por hectare. Contudo, a característica da bebida que gera a torna um verdadeiro diamante lapidado e atrai um interesse voraz dos compradores ao redor do mundo”, revela Luiz Paulo. Ele conta que iniciou o primeiro plantio há 10 anos e foi realizando experimentos no mercado ao longo desse período. Conhecendo uma demanda sedenta pelo produto e mais seguro para a comercialização, hoje a lenda do café cultiva cinco hectares com a espécie e terá uma produção de 10 sacas neste ano. “Após os experimentos, comercialmente coloquei esses cafés no mercado há três anos e foi espantosa a procura. A um preço fixo de R$ 90 mil por saca, tenho vendido a produção a importadores de Taiwan, Dubai, Arábia Saudita e o interesse só cresce... É uma disputa incessante, na base do ‘quer comprar, compra, senão sai da frente’”, comenta. Luiz Paulo entende que esse interesse se dá pela raridade da espécie eugenioides e pelo tipo de bebida que a espécie proporciona, com baixo teor de cafeína, muito adocicada e com paladar cítrico. Um estudo realizado pelo Instituto Agronômico (IAC) no âmbito do Consórcio Pesquisa Café publicado na “BMC Plant Biology”, por exemplo, “verificou que boa parte dos genes expressos na espécie de café arábica – que é uma das mais cultivadas e com melhor qualidade de bebida – parece ser proveniente de Coffea eugenioides (...) As pesquisas inéditas identificaram genes potenciais responsáveis pela qualidade do café e comprovaram também que a melhor qualidade do arábica se dá pela maior expressão de genes da produção de açúcares encontrados em seu material genético ( Coffea eugenioides )”. De acordo com Luiz Paulo, esses atributos fazem dessa espécie de café um diamante a ser lapidado e ele empunhou a bandeira de o lapidar. O produtor conta que seus clientes em diversas partes do mundo estão surpresos que tenha tomado essa frente, pois ninguém teve coragem até então. “Vamos colocar o Brasil no topo do mercado de luxo do café, trazendo mais holofotes ao país, que ganhará com essa bandeira dos eugenioides sem concorrentes no processo. Para se ter ideia, posso adiantar que um cliente de Paris, na França, que quer conquistar a terceira estrela Michelin para seu restaurante, procurou-me para comprar esses meus cafés desta safra”, afirma. A lenda do café especial cultiva a espécie na Fazenda Rarus, em Carmo de Minas (MG), como parte de seu “Projeto Rarus”. Conforme ele, o objetivo é transformar o Brasil no país do eugenioides e mostrar ao mundo que a nação tem condições para isso. “Não estamos falando de um café de concurso, pois não estamos vendendo ‘o prêmio’ a preços elevados, mas sim do café em si, que comercializamos por esses R$ 90 mil a preço fixo. Nessa década de experimentos, tudo que produzi o mercado consumiu, portanto, desbravamos esse caminho e agora é a hora de explorá-lo e colhermos os frutos”, conclui.
Por Paulo André 20 de março de 2026
Em entrevista ao Record News Rural, Cecafé destaca que o setor exportador reforça seu compromisso com padrões globais socioambientais. Assista.
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Em entrevista ao Pré Market, do Times Brasil - CNBC, Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé, detalhou os impactos ao setor cafeeiro após o período em que o produto chegou a enfrentar tarifa de 50%, gerando perdas estimadas em US$ 400 milhões nas exportações. Assista.
Por Paulo André 20 de março de 2026
Diferente dos cafés em grão, torrado e torrado e moído, produto solúvel não foi beneficiado. Setor segue buscando isenção em três frentes, conforme explica a Abics em entrevista ao Jornal Hoje: junto aos governos de EUA e Brasil e aos parceiros da indústria americana. Confira: https://g1.globo.com/jornal-hoje/video/tarifaco-ainda-atinge-22-dos-exportadores-14150439.ghtml .
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Luiz Roberto Saldanha é o novo presidente da BSCA para o biênio 2026/27. Em entrevista ao CNN Agro News, ele fala sobre as expectativas para o segmento neste ano. Assista.
Por Paulo André 29 de outubro de 2025
Luiz Paulo Dias Pereira Filho recebeu o título da ACE, é um dos seis produtores no mundo a terem a honraria e será homenageado na cerimônia de premiação do Cup of Excellence, em São Paulo (SP), no dia 1º de novembro A Alliance for Coffee Excellence (ACE) elegeu as seis primeiras lendas do café especial no mundo e uma delas é do Brasil: Luiz Paulo Dias Pereira Filho. Com a honraria, ele se torna “hors-concours” do Cup of Excellence, principal concurso global de qualidade do setor, que, neste ano, terá seu resultado revelado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) no dia 1º de novembro, a partir das 9h30, no Diamond House, em São Paulo (SP), quando o brasileiro será homenageado. O título “Lendas da Excelência” foi criado neste ano e é concedido a produtores de café que cultivam, consistentemente, qualidade excepcional, com inovação e dedicação, conquistando, ao longo dos anos, diversos prêmios Cup of Excellence, competição criada em 1999, no Brasil, e que, atualmente, tem os direitos de realização no mundo concedidos à ACE. Em comunicado, a entidade internacional aponta que a homenagem concedida a esses produtores se dá não apenas pelos cafés extraordinários que produzem, mas pelo comprometimento que possuem em promover uma indústria de café mais justa e sustentável em todo o mundo. “Além de produzir café de classe mundial, as ‘Lendas da Excelência’ também são líderes em suas comunidades. Cada um desses produtores causou um impacto duradouro ao investir em programas sociais que elevam a cultura de outros produtores, trabalhadores e comunidades locais. Seja por meio de iniciativas educacionais, projetos de sustentabilidade ou programas de mentoria que orientam a próxima geração de cafeicultores, essas lendas não estão apenas moldando o futuro do café, mas também fortalecendo as comunidades que o tornam possível”, enaltece a ACE. Natural de Carmo de Minas (MG), Luiz Paulo é o primogênito de quatro irmãos de uma tradicional família produtora de café na região da Mantiqueira, a qual, inclusive, é detentora da maior nota na história do Cup of Excellence no Brasil: 95,85 pontos com o café produzido por Francisco Isidro Pereira, em 2005. “Essa honraria, que me deixa muito orgulhoso, prova que o Brasil é referência em café especial, muito além de ser apenas em café. Temos uma história linda com a cafeicultura em quase três séculos, com constantes investimentos e inovações tecnológicas, extremo respeito aos recursos naturais, ao meio ambiente e às pessoas de nossas comunidades, com as quais temos compromisso em sempre prover melhorias, visando vida digna a todos”, comenta Luiz Paulo. Ele recorda que a aquisição de conhecimento, em diversas viagens pelo mundo e em intercâmbios com atores da cafeicultura de outros países produtores, é um diferencial que adquiriu para contribuir com a comunidade brasileira do café especial. “Temos relacionamento com cafeicultores de praticamente todos os países produtores, além de buscarmos conhecimento constante com nossos principais compradores. Fui 35 vezes somente ao Japão, por exemplo. Visitamos todas essas nações, descobrimos novas formas de cultivo, tendências de consumo e trazemos essa experiência aos cafés especiais do Brasil. Através desse trabalho, que também é realizado por centenas de atores do setor, podemos afirmar que nosso país, sim, está inserido em posição de destaque no cenário global do café especial”, assegura. Além de Luiz Paulo, que já esteve 23 vezes entre os vencedores do Cup of Excellence e também traz em seu currículo o fato de ter sido o presidente mais jovem na história da BSCA, aos 30 anos, em 2011 – sendo reeleito dois anos depois –, as outras lendas do café especial no mundo são: Benjamin Paz, de Honduras (cinco vezes); Juan Diego De La Cerda, da Guatemala (13 vezes); Ernesto Menéndez, de El Salvador (cinco vezes); Manuel Antônio "Toño" Barrantes, de Costa Rica (10 vezes); e Olman Valladarez, da Nicarágua (14 vezes). Mais informações à imprensa Agência P1 (61) 98114-6632 / pauloandre@agenciap1.com.br
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Registradas na B3 pelo Souza Barquette Advogados, cédulas serão emitidas pelo Grupo Diax, ao valor total de R$ 1,2 bilhão, o que equivale ao sequestro de 9 mi/t de CO2
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EXAME - Variedade corresponde a 80% da matéria-prima do café solúvel e o Espírito Santo possui 67,7% da área plantada de conilon no Brasil, fazendo campo e indústria crescerem simultaneamente . Saiba mais: https://exame.com/agro/ .
Por Paulo André 19 de janeiro de 2024
JORNAL DA BAND — O Brasil é o maior exportador de café no mundo. O país vem apostando em cafés especiais para impulsionar seus embarques. Confira: https://bit.ly/40uiJrc .