ESG: registro de CPR Verde permite que empresas compensem emissões de carbono

Paulo André • 11 de abril de 2024

Registradas na B3 pelo Souza Barquette Advogados, cédulas serão emitidas pelo Grupo Diax, ao valor total de R$ 1,2 bilhão, o que equivale ao sequestro de 9 mi/t de CO2

Possibilitar que empresas globais realizem a compensação de suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), por meio da aquisição de Cédulas de Produto Rural Verde, as chamadas CPRs Verdes. Esse cenário se tornou possível após a viabilização jurídica conduzida pelo escritório Souza Barquette Advogados, que realizou o registro da cédula na bolsa B3, ao valor de R$ 1,2 bilhão, o que equivale a compensação de 9 milhões de toneladas.

 

O feito vem ao encontro das soluções de uma necessidade global, uma vez que a aquisição da CPR Verde permite que as empresas de todo o mundo possam contribuir com um projeto de conservação na Amazônia, o Green Guardians, desenvolvido pelo Grupo Diax – o emissor dessas CPRs –, que tem o propósito de salvaguardar o meio ambiente e fomentar vantagens sociais e econômicas para as comunidades locais.

 

Nesta primeira fase do projeto, o grupo adquiriu uma área com aproximadamente 20 mil hectares no Amazonas, próxima ao município de Novo Aripuanã, com o intuito de negociar créditos de carbono.

 

“Esse é um dos maiores projetos existente até hoje e, com a viabilidade jurídica, abrimos ao mercado a possibilidade de qualquer empresa realizar a compensação das emissões de carbono por meio da aquisição das CPRs Verdes", explica Vinícius Souza Barquette, advogado especialista em agronegócio.

 

Segundo ele, não existe no mercado um market place onde as empresas consigam adquirir créditos ambientais, daí a importância da viabilização jurídica do registro das CPRs Verdes na B3.

 

"Ainda não temos um espaço para as empresas realizarem essas aquisições, mas, agora, há a possibilidade de se obter uma CPR registrada que permite a compensação das emissões de carbono, junto ao Diax", comenta o jurista, que é sócio do Souza Barquette Advogados.

 

O valor que as empresas investirão está diretamente atrelado à quantidade de toneladas de carbono que almejam sequestrar da atmosfera. De acordo com laudo técnico emitido pela certificadora CO2 Florestal Engenharia e Projetos Ambientais, cada tonelada equivale a R$ 130,60 nesse projeto.

 

“Isto é, se uma empresa deseja compensar a emissão de 100 toneladas, por exemplo, ela fará um investimento de R$ 13.060”, calcula Barquette.

 

O advogado anota que a iniciativa adotada pelo escritório junto ao Grupo Diax vem ao encontro de um de seus pilares de atuação, dentro do respeito aos critérios ESG. “Mais do que trabalhar com respeito à governança socioambiental, somos estimuladores para que outros também o façam, permitindo que constituamos, ano a ano, um mundo melhor e próspero a nós e às futuras gerações”, conclui.

 

EM RESUMO

- Souza Barquete Advogados viabilizou o registro da CRP Verde na B3

- Grupo Diax é o responsável pela emissão das CPRs Verdes

- Empresas de todo o mundo podem adquirir a cédula para compensar emissões de CO2

- Valor de R$ 130,60/t foi definido pela CO2 Florestal Engenharia e Projetos Ambientais

- Total de R$ 1,2 bilhão compensa emissões de CO2 de 9 milhões de toneladas

- Preservação ambiental e vantagens socioeconômicas ocorrerão em área da Amazônia

 

CPR VERDE

A Cédula de Produto Rural Verde é uma alternativa de mercado para empresas interessadas em compensar voluntariamente a emissão de gases de efeito estufa, criando oportunidades de investimentos agroambientais e incentivando a preservação do meio ambiente e da economia de baixo carbono.

 

Conforme o Ministério da Fazenda, a CPR Verde, na prática, representa um instrumento de pagamento por serviços ambientais (PSA), mecanismo econômico estabelecido no Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) para fomentar a conservação do meio ambiente, bem como a adoção de tecnologias e boas práticas que conciliem a produtividade agropecuária e florestal, com redução dos impactos ambientais. A cédula é lastreada no estoque de carbono de vegetação nativa, na absorção de crédito de carbono da produção agropecuária e em outros benefícios ecossistêmicos.

 

Mais informações:

Souza Barquete Advogados Associados

Fone: (35) 3067-4500

Site: www.souzabarquette.com.br

E-mail: souzabarquette@souzabarquette.adv.br

Para imprensa: pauloandre@agenciap1.com.br

Por Paulo André 25 de março de 2026
Lenda do café especial, Luiz Paulo investe em espécie rara, comparada ao Romanée Conti do vinho, que é vendida a R$ 90 mil a saca de 60 kg A história da cafeicultura brasileira é marcada por vanguarda, protagonismo e ditar tendências. O cenário se repete, agora, através da iniciativa de Luiz Paulo Dias Pereira Filho – considerado a primeira lenda do café especial do Brasil, com reconhecimento da Associação Brasileira de Cafés Especiais do Brasil (BSCA), e uma das seis em todo o mundo pela Alliance for Coffee Excellence (ACE), que surpreende novamente ao investir no cultivo comercial de uma espécie rara, comparada ao Romanée-Conti dos vinhos, que tem sua saca de 60 kg vendida por R$ 90 mil. “O Brasil está assumindo a bandeira da espécie eugenioides – Coffea eugenioides –, extremamente rara e, até então, sem foco comercial. Não há cinco propriedades no planeta que cultivam esse café, pois demanda um trabalho minucioso e sua produtividade é de duas sacas por hectare. Contudo, a característica da bebida que gera a torna um verdadeiro diamante lapidado e atrai um interesse voraz dos compradores ao redor do mundo”, revela Luiz Paulo. Ele conta que iniciou o primeiro plantio há 10 anos e foi realizando experimentos no mercado ao longo desse período. Conhecendo uma demanda sedenta pelo produto e mais seguro para a comercialização, hoje a lenda do café cultiva cinco hectares com a espécie e terá uma produção de 10 sacas neste ano. “Após os experimentos, comercialmente coloquei esses cafés no mercado há três anos e foi espantosa a procura. A um preço fixo de R$ 90 mil por saca, tenho vendido a produção a importadores de Taiwan, Dubai, Arábia Saudita e o interesse só cresce... É uma disputa incessante, na base do ‘quer comprar, compra, senão sai da frente’”, comenta. Luiz Paulo entende que esse interesse se dá pela raridade da espécie eugenioides e pelo tipo de bebida que a espécie proporciona, com baixo teor de cafeína, muito adocicada e com paladar cítrico. Um estudo realizado pelo Instituto Agronômico (IAC) no âmbito do Consórcio Pesquisa Café publicado na “BMC Plant Biology”, por exemplo, “verificou que boa parte dos genes expressos na espécie de café arábica – que é uma das mais cultivadas e com melhor qualidade de bebida – parece ser proveniente de Coffea eugenioides (...) As pesquisas inéditas identificaram genes potenciais responsáveis pela qualidade do café e comprovaram também que a melhor qualidade do arábica se dá pela maior expressão de genes da produção de açúcares encontrados em seu material genético ( Coffea eugenioides )”. De acordo com Luiz Paulo, esses atributos fazem dessa espécie de café um diamante a ser lapidado e ele empunhou a bandeira de o lapidar. O produtor conta que seus clientes em diversas partes do mundo estão surpresos que tenha tomado essa frente, pois ninguém teve coragem até então. “Vamos colocar o Brasil no topo do mercado de luxo do café, trazendo mais holofotes ao país, que ganhará com essa bandeira dos eugenioides sem concorrentes no processo. Para se ter ideia, posso adiantar que um cliente de Paris, na França, que quer conquistar a terceira estrela Michelin para seu restaurante, procurou-me para comprar esses meus cafés desta safra”, afirma. A lenda do café especial cultiva a espécie na Fazenda Rarus, em Carmo de Minas (MG), como parte de seu “Projeto Rarus”. Conforme ele, o objetivo é transformar o Brasil no país do eugenioides e mostrar ao mundo que a nação tem condições para isso. “Não estamos falando de um café de concurso, pois não estamos vendendo ‘o prêmio’ a preços elevados, mas sim do café em si, que comercializamos por esses R$ 90 mil a preço fixo. Nessa década de experimentos, tudo que produzi o mercado consumiu, portanto, desbravamos esse caminho e agora é a hora de explorá-lo e colhermos os frutos”, conclui.
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Diferente dos cafés em grão, torrado e torrado e moído, produto solúvel não foi beneficiado. Setor segue buscando isenção em três frentes, conforme explica a Abics em entrevista ao Jornal Hoje: junto aos governos de EUA e Brasil e aos parceiros da indústria americana. Confira: https://g1.globo.com/jornal-hoje/video/tarifaco-ainda-atinge-22-dos-exportadores-14150439.ghtml .
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Luiz Paulo Dias Pereira Filho recebeu o título da ACE, é um dos seis produtores no mundo a terem a honraria e será homenageado na cerimônia de premiação do Cup of Excellence, em São Paulo (SP), no dia 1º de novembro A Alliance for Coffee Excellence (ACE) elegeu as seis primeiras lendas do café especial no mundo e uma delas é do Brasil: Luiz Paulo Dias Pereira Filho. Com a honraria, ele se torna “hors-concours” do Cup of Excellence, principal concurso global de qualidade do setor, que, neste ano, terá seu resultado revelado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) no dia 1º de novembro, a partir das 9h30, no Diamond House, em São Paulo (SP), quando o brasileiro será homenageado. O título “Lendas da Excelência” foi criado neste ano e é concedido a produtores de café que cultivam, consistentemente, qualidade excepcional, com inovação e dedicação, conquistando, ao longo dos anos, diversos prêmios Cup of Excellence, competição criada em 1999, no Brasil, e que, atualmente, tem os direitos de realização no mundo concedidos à ACE. Em comunicado, a entidade internacional aponta que a homenagem concedida a esses produtores se dá não apenas pelos cafés extraordinários que produzem, mas pelo comprometimento que possuem em promover uma indústria de café mais justa e sustentável em todo o mundo. “Além de produzir café de classe mundial, as ‘Lendas da Excelência’ também são líderes em suas comunidades. Cada um desses produtores causou um impacto duradouro ao investir em programas sociais que elevam a cultura de outros produtores, trabalhadores e comunidades locais. Seja por meio de iniciativas educacionais, projetos de sustentabilidade ou programas de mentoria que orientam a próxima geração de cafeicultores, essas lendas não estão apenas moldando o futuro do café, mas também fortalecendo as comunidades que o tornam possível”, enaltece a ACE. Natural de Carmo de Minas (MG), Luiz Paulo é o primogênito de quatro irmãos de uma tradicional família produtora de café na região da Mantiqueira, a qual, inclusive, é detentora da maior nota na história do Cup of Excellence no Brasil: 95,85 pontos com o café produzido por Francisco Isidro Pereira, em 2005. “Essa honraria, que me deixa muito orgulhoso, prova que o Brasil é referência em café especial, muito além de ser apenas em café. Temos uma história linda com a cafeicultura em quase três séculos, com constantes investimentos e inovações tecnológicas, extremo respeito aos recursos naturais, ao meio ambiente e às pessoas de nossas comunidades, com as quais temos compromisso em sempre prover melhorias, visando vida digna a todos”, comenta Luiz Paulo. Ele recorda que a aquisição de conhecimento, em diversas viagens pelo mundo e em intercâmbios com atores da cafeicultura de outros países produtores, é um diferencial que adquiriu para contribuir com a comunidade brasileira do café especial. “Temos relacionamento com cafeicultores de praticamente todos os países produtores, além de buscarmos conhecimento constante com nossos principais compradores. Fui 35 vezes somente ao Japão, por exemplo. Visitamos todas essas nações, descobrimos novas formas de cultivo, tendências de consumo e trazemos essa experiência aos cafés especiais do Brasil. Através desse trabalho, que também é realizado por centenas de atores do setor, podemos afirmar que nosso país, sim, está inserido em posição de destaque no cenário global do café especial”, assegura. Além de Luiz Paulo, que já esteve 23 vezes entre os vencedores do Cup of Excellence e também traz em seu currículo o fato de ter sido o presidente mais jovem na história da BSCA, aos 30 anos, em 2011 – sendo reeleito dois anos depois –, as outras lendas do café especial no mundo são: Benjamin Paz, de Honduras (cinco vezes); Juan Diego De La Cerda, da Guatemala (13 vezes); Ernesto Menéndez, de El Salvador (cinco vezes); Manuel Antônio "Toño" Barrantes, de Costa Rica (10 vezes); e Olman Valladarez, da Nicarágua (14 vezes). Mais informações à imprensa Agência P1 (61) 98114-6632 / pauloandre@agenciap1.com.br
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EXAME - Variedade corresponde a 80% da matéria-prima do café solúvel e o Espírito Santo possui 67,7% da área plantada de conilon no Brasil, fazendo campo e indústria crescerem simultaneamente . Saiba mais: https://exame.com/agro/ .
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JORNAL DA BAND — O Brasil é o maior exportador de café no mundo. O país vem apostando em cafés especiais para impulsionar seus embarques. Confira: https://bit.ly/40uiJrc .
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GLOBOPLAY — Campeão nacional de Cup Tasters representará o Brasil no campeonato mundial, que ocorrerá na principal feira de cafés especiais do mundo, em 2024, nos EUA. Assista: https://lnkd.in/dXDw9539 .
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SBT - As remessas de café do Brasil, das mais variadas espécies, ao exterior renderam cerca de US$ 638 milhões no mês passado. Apesar do faturamento, o resultado é 23% menor do que o registrado em setembro de 2022. Assista: https://bit.ly/3s5R17o.